Tragédia na BR-423 deixou 16 mortos e 21 feridos; perícia também identificou falhas na via e fatores humanos
Um laudo pericial da Polícia Rodoviária Federal (PRF) concluiu que o excesso de velocidade foi o principal fator responsável pelo grave acidente com um ônibus ocorrido em 17 de outubro de 2025, na BR-423, no município de Saloá. O sinistro resultou na morte de 16 pessoas e deixou outras 21 feridas, causando forte comoção na região do Agreste pernambucano.
De acordo com o documento, o veículo trafegava a cerca de 90 km/h no momento do acidente, velocidade considerada incompatível com o trecho conhecido como Serra dos Ventos, que apresenta curva acentuada e declive. Estudos técnicos indicam que o limite seguro para o local seria de aproximadamente 60 km/h, o que reforça a tese de imprudência como fator determinante.
A análise aponta que o motorista perdeu o controle ao tentar contornar a curva, fazendo com que o ônibus invadisse a pista contrária, colidisse com um talude e, em seguida, atingisse um barranco antes de tombar. Marcas de derrapagem de até 79 metros corroboram a dinâmica descrita pelos peritos. O laudo também descarta, inicialmente, falha no sistema de freios, já que o veículo respondeu normalmente momentos antes do acidente.
Além da velocidade, a perícia destacou fatores contribuintes como falhas na sinalização da via, ausência de indicação clara de limite de velocidade e desgaste da pintura no asfalto. Também foi identificado que o motorista dirigia há mais de quatro horas sem pausa e que muitos passageiros não utilizavam cinto de segurança, o que agravou as consequências. A investigação criminal segue sob responsabilidade do Instituto de Criminalística de Pernambuco.
Com informações do Comando Policial